Belas - Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia
altar

Entramos na Igreja por um pórtico de estilo Manuelino, de características muito simples e de reduzida ornamentação vegetalista. É fechado ao centro por um elemento decorativo posterior. Em 1910, depois da implantação da República, o Pórtico Manuelino da Igreja é classificado pelo IPPAR como Monumento Nacional.

 

 

O corpo da Igreja é revestido por um tapete de azulejos de motivos geométricos da primeira metade do século XVII. Nos arcos do coro encontramos azulejos policromos de motivos vegetalistas representando vasos com flores e anjos, datados do terceiro quartel do século XVII. Na capela-mor encontramos painéis figurativos representando "A Adoração dos Magos", "A Matança dos Inocentes", "A Fuga para o Egipto" e "Jesus entre os Doutores". Trata-se de uma obra de oficina lisboeta, datada de meados do século XVIII.

 

 

O altar-mor, seiscentista, é em talha dourada e branca e, segundo alguns técnicos o branco será repinte da folha de ouro que está por baixo. Aqui destacam-se as colunas de fuste espiralado e os capitéis coríntios, decorados com folhas de acanto, tendo ao centro uma imagem representando Nossa Senhora Mãe dos Homens, de autor desconhecido.maehomens

 

 

Nas paredes da Igreja encontramos diversas pinturas das quais se destacam quatro telas do século XVII, assinadas por João Gresbante, pintor Inglês que terá chegado a Portugal por volta de 1640. Da obra deste pintor são neste momento conhecidas sete telas, quatro das quais se encontram na Igreja de Belas. São de origem desconhecida e dedicadas à Paixão de Cristo, representando Jesus no Horto, Flagelação, Ecce Homo e Cristo aguardando a Crucificação.

 

 

A cobrir toda a nave central encontra-se o tecto de masseira com dezoito caixotões, representando invocações a Nossa Senhora (Arca da Aliança, Rosa Mística, etc.), emolduradas por motivos vegetalistas de folhas de acanto em espirais, aves, anjos e conchas. É um magnifico exemplar da decoração grotesca, de autor desconhecido.

 


Ao longo dos séculos foi sofrendo adulterações, e hoje, após uma pequeníssima intervenção de técnicos, é possível ver o que escondem as largas faixas castanhas que servem de moldura a cada caixotão. Uma situação que urge restaurar e para a qual precisamos do apoio de toda a comunidade, uma vez que a sua intervenção é de valor avultado.

 

 

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